sábado, 13 de fevereiro de 2016
Este Salmo é um dos mais destacados capítulos da Bíblia. Muitos o conhecem de cor. Mas precisa ser interpretado do ponto de vista espiritual, para se atingir seu verdadeiro significado. Encare-o como uma das mais belas e envolventes preces da Bíblia. Pessoas em todo o mundo o encaram como a grande prece para proteção. Meditemos neste Salmo em detalhes, detendo-nos no significado profundo de cada versículo.
Versículo 1: “O que habita no esconderijo do altíssimo repousará à sombra do onipotente”:
O lugar secreto é sua própria mente, onde você caminha e fala com a Presença e Poder Infinitos dentro de si. É seu Eu Superior o Espírito Vivo, ou Deus, dentro de você. É chamado de lugar secreto porque ninguém sabe o que você está pensando ou em que medita. Refugie-se com frequência no pensamento e contemple a Presença de Deus dentro de você. Fazendo isto várias vezes ao dia, diz-se que você habita no lugar secreto.
Repousar à sombra do Onipotente significa viver sob a ofuscante Presença de Deus e ser por Ela protegido. A palavra sombra é uma expressão oriental que indica segurança.
A palavra Onipotente significa que esta Presença que existe dentro de você é Toda-Poderosa. Nada a Ela se opõe nem A desafia, e quando você se une a Deus, dá-se conta de que para Deus tudo é possível. Todas as bênçãos da vida se destinam àqueles que têm por hábito alinhar-se com o Infinito, pedindo paz, harmonia, diretrizes e toda sua fidelidade, lealdade e devoção ao Deus Vivo que existe dentro de você, e todas as maravilhas acontecerão em sua vida.
Versículo 2: “Direi sobre o Senhor: ele é meu refúgio e minha fortaleza; é meu Deus, nele confiarei”:
O Senhor significa EU SOU, ou a Presença de Deus dentro de você. Quando era criança, você confiava em sua mãe, olhando dentro de seus olhos, lá havia amor. Deposite sua confiança no oceano infinito de amor, que é Deus, dentro de você. É o seu Eu Superior, puro Espírito. Ao afirmar a verdade deste segundo versículo, o escudo invisível de Deus o envolve, tornando-o impermeável a qualquer mal. Confie no Infinito, sem se preocupar com as aparências, e encontrará o caminho, a saída. Afirme com confiança: “Deus se preocupa comigo, Ele conhece e me revela a resposta.” Você deve, então, depositar sua confiança no amor de Deus, em vez do perigo ou dificuldade iminente.
Versículo 3 e 4: “Certamente ele o livrará da armadilha do caçador de pássaros, e da peste perniciosa. Ele o cobrirá com suas penas, e sob suas asas estará seguro, pois sua verdade será escudo e defesa”:
Esses versículos são bem explícitos e demonstram que você está protegido de qualquer doença contagiosa, infecciosa ou epidêmica, além dos venenos morais. Além do mais, estará também protegido dos vigaristas, ou do caçador de pássaros, que tenta montar uma armadilha para roubar seus bens ou sua poupança por meio de negócios fraudulentos. Seu Eu Superior o alertará e despertará para que não caia nas ciladas. O pássaro protege sua cria cobrindo-a com suas asas; os filhotes ficam livres do perigo.
Versículos 5 e 6: “Não temerá o terror noturno, nem a flecha que voa de dia, nem a peste que se espalha nas trevas, nem a destruição que grassa ao meio-dia”:
Você nunca deve ir dormir sem antes penetrar no espírito do perdão para si mesmo e todos os outros. Liberte-os a todos em Deus e deseje-lhes as bênçãos da vida. Faça questão de dormir em paz e despertar com alegria. Seu subconsciente amplifica tudo aquilo que você depositar nele. Contemple as grandes verdades de Deus antes de dormir e repousará em paz e se sentirá descansado e refeito pela manhã.
A flecha que voa de dia e a destruição que grassa ao meio-dia se referem aos pensamentos e sugestões negativas que você ouve durante o dia, além das vibrações negativas da mentalidade massificada na qual estamos todos imersos. Se você continuar orando, restará muito pouco espaço em sua mente para estas sugestões negativas da mentalidade preconceituosa que penetram em todos nós.
A destruição do meio-dia representa os problemas diurnos, dificuldades e empecilhos de que você tem conhecimento, bem como problemas financeiros ou conflitos emocionais com os outros. Você sabe que invocando a Presença Infinita e Benéfica, Sua lei e ordem, obterá resposta, trazendo ao seu ambiente harmonia e paz.
O terror noturno e a peste que se espalha nas trevas podem se referir aos conflitos ocultos em seu subconsciente, moléstias iminentes, ou às atividades de pessoas que tentam abalá-lo agindo às ocultas. Você é aconselhado a não temer, porque a sabedoria do mais profundo de sua mente lhe revelará qualquer dificuldade oculta, vinda de qualquer fonte.
Versículos 7 e 8: “Mil cairão do seu lado, e dez mil à sua direita, mas nada o atingirá”:
Isto significa que você pode desenvolver imunidades contra qualquer mal. Você fica inundado de Deus e recebe anticorpos Divinos. A níveis mentais bem elevados, certas pessoas descobriram que não eram tocadas em meio a uma saraivada de balas. Muitos também descobriram a imunidade contra o fogo quando seus aviões se incendiavam e eles não eram atingidos. O fogo queima, mas a níveis de consciência mais elevados não queima.
Os milhares de pensamentos negativos que nos bombardeiam a cada dia não podem perturbar ou danificar o homem que caminha com Deus e fala com Deus, e que se dá conta de que, devido à Presença de Deus dentro dele, não pode ser atingido, não pode ser ferido, nem pode sofrer.
Deus em você é onipotente, eterno, supremo, e a única realidade. Muita gente imagina o perigo ou os desastres em visões interiores e fantasiosas. Temem a doença, acidentes, velhice, e perdas de todos os tipos. Medo e ansiedade são formas de perversidade. Ressentimento, raiva e má-vontade são estados emocionais que se expressam sob a forma de sofrimento e carência. Veja apenas o que é agradável e as coisas boas de contar. Aquilo que você perceber em espírito e aceitar em sua mente acontecerá na sua experiência, e você será abençoado.
Versículos 9 e 1O: “Porque fez do Senhor o teu refúgio, e do Altíssimo, sua habitação, nenhum mal o atingirá, nem qualquer praga chegará a sua casa”:
Esta é uma promessa muito bela e bem definida. Mostra que você será sempre protegido, dirigido e observado pela magia do amor de Deus. Pensando frequentemente que Deus o ama, guia e dirige, que cuida de você, estará fazendo do Altíssimo sua habitação, porque lembra a si mesmo, constantemente, que o amor de Deus o envolve, encerra e circunda.
Portanto, estará sempre imerso na Sagrada Onipresença e nenhuma dificuldade o atingirá. Isto está determinado de maneira clara e definitiva. Resultados, situações e experiências se seguem ao seu pensamento e imaginação normais. Seu estado mental sempre se manifesta na tela do espaço. Habitando as grandes verdades deste Salmo, você pode desenvolver imunidades contra qualquer perigo.
Versículo 11 e 12: “Pois Ele encarregará seus anjos de protegê-lo, para guardá-lo em todos os caminhos. Eles o levarão pela mão, para que não tropece nas pedras.”
Este texto magnífico toca no coração a melodia de Deus. Conscientize-se do significado destas promessas. Os anjos representam os mensageiros de Deus, impulsos de inspiração que agem dentro de você; idéias espontâneas que trazem luz à sua mente, revelando-lhe a resposta; sopros interiores do Espírito; e advertências internas que o guiam e guardam. Encare os anjos como diretrizes Divinas, que o conduzem em todos os seus encargos, na escolha de sua comida, companhias, meios de expressão, investimentos e todas as outras fases de sua vida. Em outras palavras, você estará salvaguardado em todas as suas jornadas e tarefas.
Versículo 13: “Com os pés esmagará leões e cobras; sim, leões ferozes e cobras venenosas”:
Ao começar a rezar e usar este Salmo, estará demonstrando sua fé em Deus e atirando seu amor até o Infinito. Enquanto perseverar, o dia nascerá para você e todas as sombras se dissiparão. Na Bíblia, o “nome” de uma coisa significa a sua natureza. A natureza da Inteligência Infinita é a resposta. Ela responde ao seu pensamento. Deus é tudo que existe. Além de ser voltado para a resposta.
Deus é todo-poderoso, toda sabedoria, amor ilimitado, harmonia absoluta, paz absoluta, é onisciente e onipresente. “Conhecer” todos estes atributos, potências e qualidades de Deus é colocar-se no Alto, acima de seus problemas, e libertar-se devido à sua compreensão e profunda conscientização. Contemplar a Deus em ação significa harmonia e paz em tudo que o cerca. Você se torna aquilo que contempla; assim todas as suas dificuldades desaparecem.
Versículo 15 e 16: “Quando me invocar, eu lhe responderei; estarei com ele na hora da dificuldade; vou libertá-lo e honrá-lo. Eu lha darei a satisfação de ter uma longa vida, e demonstrarei minha salvação”:
Só a Inteligência Infinita conhece a resposta. Ao se voltar para Aquele Que É Todo Sabedoria, Ele se voltará para você. Segundo a lei da relação recíproca, Ele responde conforme a natureza de seu pedido. Você pode ter resposta para todos os problemas, receber diretrizes na hora da perplexidade, obter vitória em todos os desafios, e penetrar no triunfo espiritual.
A vida longa prometida é uma vida de felicidade, onde você se liberta, se sente útil e contente. Deus é Vida, e é sua vida agora. Você viverá para sempre. Primeiro ponha Deus em sua vida, e Deus lhe mostrará a estrada da vida, e todos os seus caminhos serão caminhos na alegria, e todas as suas estradas serão estradas de paz.
Fonte: osegredo
Para poder ler a Bíblia, idosa de 83 anos se matricula na escola com a neta e passa a estudar
Uma senhora de 83 anos decidiu que precisava aprender a ler, escrever e interpretar para poder, por conta própria, abrir a Bíblia Sagrada e no seu tempo, conhecer a mensagem das Escrituras.
Há três anos, quando sua neta passou a frequentar a primeira série do Ensino Fundamental, Anastasia Guzmán Martinez passou a mandar um caderno extra na mochila da menina, para que a professora enviasse tarefas para ela fazer em casa.
Tocada pela iniciativa de Anastasia, a professora convidou a idosa para participar das aulas, e se responsabilizou por matriculá-la de maneira formal para que ao final das aulas, ela possa receber seu diploma.
“Estou feliz porque posso ir à escola para aprender. Neste momento de minha vida, parece que já são meus minutos que restam, mas meu Deus vai me ter. Eu gosto pensar que sou saudável e forte, mas quando o Criador nos chamar, não haverá perguntas“, afirmou a idosa, de acordo com informações do site La Prensa.
Anastasia vive na aldeia Serra Aguazul, em Santa Cruz de Yojoa, Honduras, e é assídua às aulas. Sentada na primeira fileira de cadeiras, ela fica atenta a tudo que a professora ensina, e é bem recebida pelos colegas de classe, décadas mais novos.
Diariamente, ela caminha cinco quarteirões para ir às aulas, aproveitando cada momento que não teve a oportunidade de usufruir na infância, por conta da extrema pobreza em que vivia.
Dizendo que essa fase pode ser sua última, ela não deixa de aproveitar cada momento na escola, e como todos os estudantes, tem uma matéria da qual não gosta: Estudos Sociais. O motivo seria as diversas nuances que essa disciplina traz: “É muita história para aprender e minha cabeça dói“, diz.
A professora atual de Anastasia conta que ela é boa aluna, se atenta às tarefas e alcança os objetivos, mesmo que, às vezes, com uma velocidade menor que os colegas. A visão cansada e a audição falha contribuem para isso. No entanto, uma vez que compreende o tema, consegue explica facilmente aos colegas que ainda não tenham captado o teor.
A neta de Anastasia, Astrid Fernanda Márquez, diz que sente muito orgulho da avó, e que se espelha nela, pois a dedicada idosa quer alcançar o que não pôde antes. E Anastasia confirma: “Se Deus me der mais dois anos de vida, irei continuar no colégio para me formar e conseguir um outro diploma”, concluiu.
Fonte: noticiasgospelmais
O Início do Segundo Período da História da Igreja (por volta do ano 167 d.C.)
: Redação BVO - Fátima Miranda
07:22
Estudos Bíblicos, Estudos Teológicos, História da Igreja
Sem comentários
O reinado de Aurélio é marcado, sob a providência de Deus, por muitas e grandes calamidades públicas. Vemos a mão do Senhor em amor fiel castigando Seu próprio povo redimido e amado, mas Sua ira se acendia contra seus inimigos. O exército oriental, sob comando de Lúcio Vero, ao retornar da guerra contra os partos, trouxeram a Roma uma doença pestilenta que estava se espalhando pela Ásia, e que logo espalhou seus estragos por quase todo o Império Romano. Houve também uma grande inundação no Tibre, que deixou uma grande parte da cidade debaixo da água, e varreu imensas quantidades de grãos dos campos e armazéns públicos. Esses desastres foram naturalmente seguidos por uma fome que consumiu uma grande quantidade de pessoas.
Tais eventos não podiam deixar de aumentar a hostilidade dos pagãos contra os cristãos. Eles atribuíam todos os seus problemas à ira dos deuses, e supunham que a nova religião é que os tinha provocado. Foi assim que a perseguição aos cristãos no Império Romano começou pela população. O clamor contra eles se levantou por parte do povo e dos governantes. "Lancem os cristãos aos leões!" "Lancem os cristãos aos leões!" era o clamor geral: e assim os nomes dos mais proeminentes na comunidade eram exigidos com a mesma hostilidade incontrolável. Um fraco e supersticioso magistrado tremia diante da voz do povo, e se rendia como instrumento de sua vontade.
Mas vamos agora olhar mais de perto, sob a direção das várias histórias que temos ao alcance, para o modo como se dava essas perseguições, e para o comportamento dos cristãos sob elas.
Nosso interesse na história da igreja é muito maior quando vemos que o Senhor marcou clara e distintamente suas sucessivas épocas. A condição exterior da igreja até a morte do primeiro Antonino - até onde pode ser determinado a partir dos registros históricos mais autênticos - responde de forma marcante àquilo que aprendemos das Escrituras, especialmente a carta a Éfeso. Havia consistência e zelo exteriores; eles eram incansáveis. É também evidente que havia caridade, pureza, devoção, santa coragem, até mesmo a ponto da maior prontidão em sofrer de todos os modos por causa do Senhor. Ao mesmo tempo fica claro, tanto das Escrituras quanto da história, que falsas doutrinas estavam progredindo, e que muitos estavam manifestando um desejo mais indigno de conquistar preeminência na igreja. Aquele esquecimento de si mesmo, eaquele cuidado por Cristo e Sua glória, que eram os primeiros frutos de Sua graça, tinham desaparecido. Historicamente chegamos agora ao período da igreja de Esmirna. Para a conveniência do leitor vamos citar o discurso todo:
"E ao anjo da igreja em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte." (Apocalipse 2:8-11). Aqui o Senhor enfrenta o declínio com uma severa tribulação. Meios mais amenos não atingiriam os objetivos. Isso não é incomum, embora eles pudessem pensar que algo estranho tinha acontecido com eles. Mas todas as suas aflições eram conhecidas pelo Senhor, calculadas por Ele, e estavam sob Seu controle. "Tereis uma tribulação de dez dias". O período do sofrimento deles é especificado com exatidão. E Ele lhes fala como alguém que tinha conhecido, Ele mesmo, as profundezas da tribulação. "Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu".Ele tinha passado através da mais profunda tristeza, e através da própria morte - Ele tinha morrido por eles, e estava vivo novamente.Eles tinham esta bendita Pessoa para se refugiarem nas provações. E enquanto Ele olha, e anda, no meio dos Seus em sofrimento, Ele diz: "Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida". Assim Ele tem em Suas mãos a coroa de mártir, pronto para colocá-la na cabeça de Seu fiel vencedor.
Vamos agora voltar à nossa história, e observar sua semelhança com essa epístola.
O grande objetivo da igreja neste mundo era ser "a coluna e firmeza da verdade" (1 Timóteo 3:15). Ela foi criada para ser a portadora da luz de Deus. Ela é assim simbolizada por um "castiçal de ouro" - um suporte de luz. Ela deveria ser uma testemunha verdadeira do que Deus tinha manifestado em Jesus na terra, e do que Ele é agora quando Cristo está no céu. Aprendemos também, dessa carta, que a igreja, sendo um portador do testemunho neste mundo, é ameaçada de ser deixada de lado, a menos que seu primeiro estado seja mantido.Mas infelizmente ela falha, como sempre faz a criatura! Os anjos, Adão, Israel e a igreja não mantiveram seu primeiro estado. "Tenho, porém, contra ti", disse o Senhor, "que deixaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei, e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres." (Apocalipse 2:4,5)
Havia ainda, no entanto, muito do que Ele podia elogiar, e Ele elogia tudo o que pode. Como uma assembleia, eles tinham paciência, eles tinham trabalhado e não se cansaram, eles não podiam suportar os "{homens} maus", ou aqueles que buscavam os lugares mais elevados na igreja. Mesmo assim, Ele sente que estão abandonando Ele mesmo: "deixaste o teu primeiro amor". Ele fala como alguém desapontado. Eles tinham deixado de se deleitarem no Seu amor por eles, e assim o próprio amor deles por Ele declinou. "Primeiro amor" é o feliz fruto de nossa apreciação do amor do Senhor por nós. "O testemunho externo pode continuar", disse alguém, "mas não é isso o que o Senhor mais valoriza, embora o valorize desde que seja simples, genuíno e fiel. Ainda assim, Ele não pode deixar de apreciar, acima de tudo, os corações devotos a Ele, o fruto de Seu próprio amor pessoal, perfeito e de auto-sacrifício. Ele tem uma esposa sobre a terra, a quem Ele deseja ver tendo como único objeto de afeição Ele Próprio, e mantida pura, para Ele, do mundo e de seus caminhos. Deus nos chamou para isso: não apenas para salvação e para um testemunho para Ele mesmo em piedade, por mais verdadeiro e importante que isso seja; mas acima de tudo, Deus nos chamou para Cristo - uma noiva para Seu Filho! Certamente isto deveria ser nosso primeiro e último pensamento, nosso pensamento constante e terno; pois estamos compromissados com Cristo, e Ele provou a plenitude e fidelidade de Seu amor por nós! Mas e o nosso por Ele?"*
{* Sermões em Apocalipse, por W. Kelly}
Era esse o estado das coisas em Éfeso, e na igreja em geral, que pedia a intervenção do Senhor em fiel disciplina. Aquela igreja, tendo sido plantada por Paulo, já tinha caído de seu primeiro estado. O apóstolo disse: "Porque todos buscam o que é seu, e não o que é de Cristo Jesus” (Filipenses 2:21); e “Os que estão na Ásia todos se apartaram de mim” (2 Timóteo 1:15). Esta é a causa da tribulação da qual fala a carta à igreja de Esmirna. Embora o Senhor seja cheio de graça e amor em todos os Seus modos para com Sua caída e falha igreja, ainda assim Ele é justo e deve julgar o mal. Ele não é visto, nessas cartas, como a Cabeça no céu do "um só corpo", nem como o Noivo de Sua igreja; mas Ele é visto em Seu caráter judicial, andando no meio dos castiçais, tendo os atributos de um juiz. Veja o capítulo 1.
O leitor deve observar que há uma certa distância e reserva no estilo de Seu discurso à igreja em Éfeso. Isto está de acordo com o lugar que Ele toma no meio dos castiçais de ouro. Ele escreve ao anjo da igreja, e não "aos santos que estão em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus", como na Epístola de Paulo aos Efésios.
Há muita discussão sobre quem seria o anjo. Ele era uma pessoa, acreditamos, tão identificada moralmente com a assembleia, que a representava e caracterizava. O Senhor se dirige ao anjo, e não imediatamente à igreja. "O anjo", portanto, dá a ideia de representação. Por exemplo, no Antigo Testamento temos o anjo de Jeová (ou anjo do Senhor), o anjo da aliança, e no Novo Testamento temos os anjos das crianças, e em Atos 12 é dito de Pedro: "É o seu anjo".
Vamos agora dar uma olhada na carta à igreja de Esmirna.
Pode-se dizer que a condição "efesiana" da igreja - isto é, a condição da igreja sob a luz da carta à igreja de Éfeso (Apocalipse 2:1-7) - terminou com a morte de Antonino Pio, no ano 161. E a condição "esmirniana" - isto é, a condição da igreja sob a luz da carta à igreja de Esmirna (Apocalipse 2:8-11) - parece ter começado com o reinado de Marco Aurélio. A perseguição na Ásia irrompeu com grande violência no ano 167, sob os novos decretos desse Imperador; e Esmirna, especialmente, sofreu grandemente: o justamente estimado Policarpo, bispo de Esmirna, sofreu o martírio nesse tempo. Mas, a fim de provar o ponto de vista que tomamos, será necessário dar uma olhada brevemente nas cartas às igrejas de Éfeso e Esmirna.
Embora seria injusto classificar Adriano e o primeiro Antonino com os sistemáticos perseguidores da igreja, ainda assim os cristãos foram expostos aos mais violentos sofrimentos e morte durante o domínio deles. O costume cruel de atribuir todas as calamidades públicas aos cristãos, e de pedir pelo sangue deles como expiação para as divindades ofendidas, continuavam, e eram geralmente cedidas pelos governantes locais, e não controladas pelos indiferentes imperadores. Mas sob o reinado do segundo Antonino, Marco Aurélio, o espírito maligno da perseguição aumentou drasticamente. Não era mais confinada às explosões da fúria popular, como também era encorajada pelas mais altas autoridades. A tímida proteção que os decretos ambíguos de Trajano, Adriano e dos Antoninos proporcionavam aos cristãos foi retirada, e as excitadas paixões dos pagãos idólatras não foram refreadas pelo governo. É de grande interesse para o estudante da história da igreja ver como isso podia acontecer sob o reinado de um príncipe que se distinguia pela aprendizagem, filosofia e suavidade geral de caráter.
Os últimos sessenta anos de relativa paz tinha aberto um amplo campo para a propagação do evangelho. Durante esse período houve rápido progresso de muitas maneiras. As congregações cristãs aumentaram em número, influência e riqueza por quase todos os cantos dos domínios romanos. Muitos dos ricos, sendo cheios do amor divino, distribuíam o que tinham aos pobres, viajavam para regiões que ainda não tinham ouvido o som do evangelho e, tendo ali plantado o cristianismo, seguiam para outros países. No entanto, o Espírito Santo não podia trabalhar sem despertar os ciúmes e agitar toda a inimizade dos apoiadores da religião nacional. Aurélio viu com maus olhos o poder superior do cristianismo sobre as mentes dos homens comparado com sua própria filosofia pagã. Ele se tornou, então, um intolerante perseguidor, e encorajou as autoridades provinciais a esmagar o que ele considerava um obstinado espírito de resistência a sua autoridade. Mas o evangelho da graça de Deus estava muito além do alcance de Aurélio, e nem sua espada nem seus leões poderiam prender sua triunfante carreira. Apesar das sangrentas perseguições que ele excitava ou sancionava, o cristianismo era propagado por todo o mundo conhecido.
Mas aqui devemos fazer uma breve pausa para olhar a nossa volta. Há algo muito mais profundo na mudança do governo em relação à igreja do que o mero olhar histórico pode discernir. Cremos estar chegando ao fim do primeiro período e início do segundo período da igreja na terra.
Mas, embora Inácio possa ser digno de honra como um homem santo de Deus, e como um nobre mártir de Cristo, devemos nos lembrar que suas cartas não são a Palavra de Deus. Elas podem nos interessar e nos instruir, mas não podem comandar nossa fé. Esta pode apenas se firmar no sólido fundamento da Palavra de Deus, e nunca no frágil solo da tradição. "As Escrituras permanecem à parte", disse alguém, "em majestoso isolamento, preeminente em instrução, e separado por uma excelência inigualável de tudo o que foi escrito pelos pais apostólicos: de modo que esses que seguiram de perto os apóstolos nos deixaram escritos que são mais para nossa advertência do que para nossa edificação". Ao mesmo tempo, esses primeiros escritores cristãos têm todo direito ao respeito e veneração com os quais a antiguidade os investiu. Eles eram contemporâneos dos apóstolos, eles desfrutaram do privilégio de ouvir seus ensinos, compartilhavam com eles os labores do evangelho, e conversaram livremente com eles no dia a dia. Paulo fala de um Clemente - um que é conhecido como pai apostólico - como um de seus "cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida", e o que ele diz de Timóteo pode ter sido pelo menos em parte verdade para muitos outros: "Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, modo de viver, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência, perseguições e aflições." (Filipenses 4:3, 2 Timóteo 3:10,11)
Desses que tinham tão alto privilégio deveríamos naturalmente esperar a sã doutrina apostólica - uma fiel repetição das verdades e instruções que foram entregues a eles pelos apóstolos inspirados. Mas, infelizmente, este não é o caso! Inácio foi um dos primeiros pais apostólicos. Ele se tornou um bispo de Antioquia, a metrópole da Síria, por volta do ano 70. Ele era um discípulo do apóstolo João, e morreu apenas cerca de 7 anos após a morte de João. Certamente de alguém assim poderíamos esperar uma estreita semelhança com os ensinos do apóstolo, mas isso não acontece. As afirmações definitivas e absolutas das Escrituras, vindas diretamente de Deus para a alma, são muito diferentes dos escritos de Inácio e de todos os Pais. Nosso único guia seguro e certo é a Palavra de Deus. Quão conveniente, então, é a palavra na Primeira Epístola de João: "Portanto, o que desde o princípio ouvistes permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai." (1 João 2:24). Esta passagem evidentemente se refere mais especialmente à pessoa de Cristo, e consequentemente às Escrituras do Novo Testamento, nas quais temos a revelação do Pai no Filho, feito conhecido a nós pelo Espírito Santo. Nas Epístolas de Paulo, temos mais plenamente revelados os conselhos de Deus relacionados à igreja, a Israel e aos gentios, de modo que podemos ir mais longe do que "os Pais" para encontrar o verdadeiro fundamento da fé; devemos voltar àquilo que existia desde "O Princípio". Nada tem autoridade divina direta para o crente além daquilo que era "desde o princípio". Isto por si só assegura que continuemos "no Filho e no Pai".
As epístolas de Inácio têm sido muito estimadas pelos episcopais como a principal autoridade no sistema da igreja inglesa {*N. do T.: e certamente para muitas outras seitas cristãs}, e essa é a nossa desculpa para se referir tanto a este "pai"{*N. do T.: O escritor deste livro vivia na Inglaterra no século XIX}. Quase todos os fundamentos do anglicanismo em favor do episcopado vêm de suas cartas. Ele bate tanto a tecla na submissão à autoridade episcopal, e tanto a exalta, que muitos têm sido induzidos a questionar completamente sua autenticidade, e outros têm suposto que essas cartas devem ter sido bastante alteradas para servir aos interesses do clero. Mas quanto a essas controvérsias não temos nada a tratar em nosso livro.*
{* Veja As Genuínas Epístolas de Clemente, Policarpo, Inácio e Barnabé, por Ab. Wake, 6ª ed. Bagster.}
Vamos agora continuar nossa história a partir da morte de Trajano no ano 117, e olhar brevemente para a condição da igreja durante os reinados de Adriano e dos Antoninos.
Fonte: ahistoriadaigreja
O Primeiro Mártir Cristão
: Redação BVO - Fátima Miranda
07:17
Estudos Bíblicos, Estudos Teológicos, História da Igreja
Sem comentários
Estêvão, diácono e evangelista, é o primeiro a receber a coroa do martírio pelo nome de Jesus. Ele permanece à frente do "nobre exército dos mártires". Ele é perfeito como uma figura - um protótipo de um verdadeiro mártir. Firme e inabalável em sua fé. Ousado e destemido diante de seus acusadores. Aguçado e fiel em sua defesa diante do Sinédrio. Livre da malícia em suas mais fortes declarações. Cheio de caridade para com todos os homens, ele sela seu testemunho com seu sangue, e então dorme em Jesus.
Em alguns aspectos, Estêvão lembra o próprio bendito Senhor. "Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (Atos 7:59), parece com "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito" (Lucas 23:46); e de novo, "Senhor, não lhes imputes este pecado" (Atos 7:60), lembra "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34), apesar de Estêvão não indicar a ignorância deles.
Já podemos ver que problemas, tanto do lado de dentro quanto do lado de fora, atacam a jovem igreja. É verdade que a palavra de Deus aumentou, multidões foram convertidas, e uma grande parte dos sacerdotes eram obedientes à fé. Porém os gregos, ou helenistas (judeus de origem grega), murmuravam contra os hebreus (nativos da Judeia), porque suas viúvas eram negligenciadas na ministração diária. Isto levou à nomeação de sete diáconos (Atos 6). Pelos seus nomes aqui dados, parece que os sete escolhidos eram gregos - todos do lado dos murmuradores. Assim o Espírito de Deus dominou em graça. Estêvão era um deles, e neste caso, a palavra do apóstolo foi exemplificada: aqueles que "servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus." (1 Timóteo 3:13). Ele era cheio de fé e poder, e fazia grandes maravilhas e milagres entre o povo. A energia do Espírito Santo se manifestava especialmente em Estêvão.
Havia diferentes sinagogas em Jerusalém apropriadas para diferentes raças de judeus. Foram as sinagogas dos libertinos, dos cireneus, etc., que se opunham a Estêvão. Mas "não podiam resistir à sabedoria, e ao Espírito com que falava". Segue-se, então, o que tem geralmente acontecido com os que confessam a Jesus em todas as eras: incapazes de respondê-lo, eles o acusam perante o conselho. Falsas testemunhas são subornadas para jurar que eles o tinham ouvido falar "palavras blasfemas contra Moisés, e contra Deus", e que Jesus de Nazaré destruiria aquele lugar e mudaria os costumes entregues a eles por Moisés. O caso estava agora diante do Sinédrio - o julgamento começa. Mas o que seus juízes teriam pensado quando viram sua face radiante como a face de um anjo?
Temos o nobre discurso de Estêvão aos chefes da nação diante de nós. Convincente, desconcertante e esmagador. Sem dúvidas, foi um testemunho do Espírito Santo aos judeus, da boca de Estêvão, e ainda mais humilhante para os orgulhosos judeus: ouvirem sua condenação dos lábios de um helenista. Mas o Espírito de Deus, quando sem impedimentos pelos arranjos do homem, opera por quem Ele quer.
Estêvão recapitula, em linguagem ousada, os principais pontos de sua história nacional. Ele fala especialmente das histórias de José e de Moisés. O primeiro, seus pais {*os outros dos doze filhos de Jacó} o haviam vendido aos gentios, e o último desprezaram como príncipe e juiz. Ele também os acusa de sempre resistir ao Espírito Santo - de sempre desobedecerem a lei - e agora por terem sido os traidores e assassinos do Justo. Aqui a testemunha fiel de Cristo foi interrompida. Não lhe foi permitido terminar seu discurso - uma figura, tão verdadeira, do tratamento para com os mártires daqueles dias até hoje. Os murmúrios, a indignação, a fúria do Sinédrio, estavam fora de controle. "E, ouvindo eles isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele." (Atos 7:54). Mas, em vez de dar prosseguimento ao discurso, ele entra em êxtase de coração ao Senhor e fixa seus olhos no Céu - o lar e centro de união para todo Seu povo.
"Eis que vejo", diz Estêvão, "os céus abertos" (Atos 7:56). Ele está cheio do Espírito Santo enquanto olha para o alto, e vê o Filho do homem de pé, ali,pronto para receber seu espírito. "Tal é", escreveu alguém, "a posição do verdadeiro crente - ligado ao Céu, bem acima da Terra - na presença do mundo que rejeitou a Cristo, um mundo assassino. O crente, vivo na morte, vê, pelo poder do Espírito, o Céu, e o Filho do homem à direita de Deus. Estêvão não diz 'Jesus'. O Espírito O caracteriza como 'o Filho do homem'. Que precioso testemunho para o homem! Não é sobre a glória que Ele aqui testifica, mas sim sobre o Filho do homem na glória, tendo os céus abertos diante dele...Quanto ao objeto de fé e a posição do crente, essa cena é definitivamente característica."
(tradução livre da poesia constante da edição original em inglês)
Eis o proeminente, o mais próximo ao trono
Perfeitas vestes triunfais trajando
Aí está o que mais ao mestre se assemelha
Este santo, este Estêvão que se ajoelha
Fixando o olhar enquanto os céus
Se abriam aos seus olhos que se fechavam
Que, tal como lâmpada quase apagada retoma seu fulgor,
E faz vê-lo o que a morte esconde a rigor.
Ele, que parece estar na terra
Há de voar como pomba vera
E da amplitude do céu sem nuvens
Extrair o mais puro dos ares
Para que os homens contemplem sua face angelical
Plena do resplendor da graça celestial,
Mártir íntegro, apto a se conformar
À morte de Jesus, vitória sem par!
Já examinamos, com certo cuidado e minúcia, a primeira seção da história da igreja. Temos sido os mais cuidadosos possível, uma vez que as histórias sobre a igreja, em geral, começam em um período posterior. A maioria começa onde as Escrituras terminam, ao menos quanto aos detalhes. Nenhuma das que temos referem-se a Mateus 16, e poucas tentam um exame crítico de Atos dos Apóstolosque, afinal, é a única parte de sua história que comanda nossa fé, e que tem uma reivindicação absoluta de nossa obediência.
No capítulo 8 encontramos o Espírito Santo em Samaria operando por Filipe. Ele tinha, por assim dizer, deixado Jerusalém. Isso marca uma época distinta na história da igreja, especialmente em sua conexão com Jerusalém. Deixemos, por enquanto, os judeus enfurecidos e perseguidores, e sigamos o caminho do Espírito à cidade de Samaria. Será, no entanto, de proveito olharmos por um momento ao que alguns têm chamado de a terceira perseguição.
Fonte: ahistoriadaigreja
O Selo dos Gentios
: Redação BVO - Fátima Miranda
07:14
Estudos Bíblicos, Estudos Teológicos, História da Igreja
Sem comentários
Observe, então, esse importante fato conectado à introdução dos gentios à igreja - eles recebem o dom/dádiva do Espírito Santo simplesmente por meio da pregação da Palavra. Em Jerusalém, os judeus foram batizados antes de terem recebido o Espírito Santo. Em Samaria, os samaritanos foram não apenas batizados, mas tiveram que passar pela imposição de mãos dos apóstolos com oração, antes de receberem o Espírito Santo. Mas em Cesareia, sem batismo, sem imposição de mãos e sem oração, a mais rica bênção cristã foi dada aos gentios, embora a doutrina da igreja como o corpo de Cristo ainda não ter sido revelada.
A graça de Deus, assim apresentada aos gentios no início da dispensação, a tem caracterizado desde então. Somos gentios: não somos judeus nem samaritanos. Portanto os caminhos de Deus em graça, e Sua ordem de coisas para com os gentios, têm uma aplicação especial para nós. Não há exemplo registrado pelos historiadores inspirados de alguém que tenha sido batizado sem professar fé em Cristo, mas se formos seguir o padrão de coisas em Cesareia, devemos procurar pelo selamento assim como pela vivificação - para a paz com Deus, assim como para a fé em Cristo antes do batismo. O caso de Cornélio se situa justamente no início de nossa dispensação. Foi a primeira expressão de graça endereçada diretamente aos gentios e, certamente, deveria ser um modelo para pregadores e discípulos gentios. Quando a Palavra de Deus que foi, naqueles dias, pregada a Cornélio é, hoje, crida, podemos garantir que teremos os mesmos efeitos, isto é, a paz com Deus..
Pregar, crer, selar, batizar, é a ordem divina das coisas aqui. Deus e Sua Palavra nunca mudam, embora os "tempos mudam", como dizem os homens, assim como as opiniões humanas mudam, e as observâncias religiosas mudam. Mas a Palavra de Deus - nunca. Judeus, gentios e samaritanos professaram fé em Cristo antes de serem batizados. De fato, o batismo presume vida eterna adquirida pela fé, e não transmitida após o ato de batizar, como ensinam os católicos e anglicanos. "A graça e a vida são comunicadas por meio de sacramentos", dizem eles, "e só podem ser efetuadas por esses meios, independente de qualquer exercício de intelecto da parte da pessoa trazida à união. O santo batismo é o meio pelo qual uma vida nova e espiritual é conferida ao receptor." *
{*The Church and the World, páginas 178-188.}
Tais noções - nem precisamos comentar muito - são totalmente contrárias às Escrituras. O batismo não concede nada. A vida é concedida por outros modos, como as Escrituras claramente ensinam. A conversão, ou "nascer de novo", é efetuada, em todos os casos, sem exceção, pelo Espírito Santo. Como lemos em 1 Pedro: "Purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro. Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre." (1 Pedro 1:22-23). Aqui, a verdade do evangelho é vista como o meio, e o Espírito Santo como o poder, da conversão. Cristo, ou Deus em Cristo, é o novo objetivo da alma. É pelo Espírito e pela verdade de Deus que tal bendita mudança é efetuada. Àqueles que confiam nas águas do batismo como o meio de efetuá-la, sinto-lhes dizer, estão em uma grande e fatal engano.
{* As seguintes breves declarações dos "pais" do quarto século, sobre o assunto do batismo, mostrará aos leitores as fontes, ou autoridades, de muito do que se dizia e fazia naqueles dias pelos ritualistas. Note que a autoridade das Escrituras é totalmente posta de lado: "Na Páscoa, e no Pentecostes, e em alguns lugares na Epifania, o rito do batismo era administrado publicamente - isto é, na presença dos fiéis - a todos os convertidos naquele ano, com exceção de alguns que tiveram a oportunidade de participar da cerimônia sem atraso, ou quando o cristão deixava para fazê-lo apenas próximo ao final de sua vida, como o exemplo de Constantino: uma prática há muito tempo condenada pelo clero. Mas o fato do atraso demonstra quão profundamente a importância e eficácia do rito era enraizada na mente cristã. Significava uma completa purificação da alma. O neófito (novo convertido) emergia das águas do batismo em um estado de perfeita inocência. A pomba - o Espírito Santo - constantemente pairava sobre a fonte, santificando as águas para a misteriosa lavagem de todos os pecados da vida passada. Se a alma não sofresse nenhuma culpa posterior, ela passaria de uma vez por todas para o reino de pureza e felicidade, isto é, o coração seria purificado, com entendimento iluminado e o espírito revestido de imortalidade.
"Vestido em branco, emblemático da pureza imaculada, o candidato se aproximava do batistério - que em igrejas maiores era um edifício separado. Lá, ele proferia os solenes votos de que se comprometeria com sua religião. O gênio simbolizante do Oriente adicionou algumas cerimônias significativas. O catecúmeno (um dos primeiros estágios da instrução cristã) se virava para o Ocidente, o reino de Satanás, e renunciava três vezes ao seu poder. Então se virava para o Oriente para adorar o Sol da Justiça, e para proclamar seu pacto com o Senhor da vida. O místico número três prevalecia em tudo: o voto era triplo, e três vezes pronunciado. O batismo se dava geralmente por imersão. O despir das roupas era emblemático do 'tirar o velho homem', mas o batismo por aspersão era permitido, de acordo com a exigência do caso. A água em si se tornava, na vívida linguagem da igreja, o sangue de Cristo: era comparada, por uma fantasiosa analogia, com o Mar Vermelho. A ousada metáfora de alguns dos 'pais' parece afirmar uma transmutação da cor da água.
"Quase todos os 'pais' dessa era, como Basílio, os dois Gregórios, Ambrósio, etc., tinham escrito tratados sobre o batismo, e rivalizaram, por assim dizer, uns com os outros em seus louvores sobre a importância e eficácia do batismo. Gregório de Nazianzo quase esgota a copiosidade da língua grega ao falar do batismo." - A História do Cristianismo por Milman, vol. 3}
No caso dos gentios em questão aqui, ainda mais que vida era possuída antes do batismo ser administrado. Eles tinham o selo de Deus. O batismo é o sinal da plena libertação e salvação garantidas ao crente pela morte e ressurreição de Cristo. Cornélio tinha vida, era um homem devoto, mas ele deveria ouvir de Pedro as palavras pelas quais ele seria salvo e totalmente liberto. Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento ensinam essa bendita verdade da maneira mais clara possível. Israel, como um povo típico, após ter sido trazido a Deus e protegido pelo sangue do cordeiro no Egito, foi batizado a Moisés na nuvem e no mar. Assim eles foram libertos do Egito e viram a salvação de Jeová. Novamente, Noé e sua família foram salvos através do dilúvio - não por ele. Eles deixaram o velho mundo, passaram através das águas da morte, e pousaram em uma nova condição de coisas. "Como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, ... pela ressurreição de Jesus Cristo." (Êxodo 14; 1 Pedro 3:21)
Mas qual era a palavra, alguns poderiam perguntar, que Pedro pregou, e que foi acompanhada de tal notável bênção? Ele pregou paz por Jesus Cristo como o Senhor de tudo. Cristo ressuscitado, exaltado e glorificado foi o grandioso objeto de seu testemunho. Ele o resume com essas palavras: "A este dão testemunho todos os profetas, de que todos os que nele crêem receberão o perdão dos pecados pelo seu nome." (Atos 10:43). Então segue-se a bênção. Os judeus que estavam presentes ficaram atônitos, mas se curvam, e reconhecem a bondade de Deus para com os gentios. "E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus. Respondeu, então, Pedro: Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo? E mandou que fossem batizados em nome do Senhor. Então rogaram-lhe que ficasse com eles por alguns dias." (Atos 10:44-48)
Vamos, agora, refazer um pouco nossos passos e observar alguns dos principais eventos que, por ordem, precedem o capítulo 10.
Fonte: ahistoriadaigreja
O Chamado Dirigido aos Gentios
: Redação BVO - Fátima Miranda
06:42
Estudos Bíblicos, Estudos Teológicos, História da Igreja
Sem comentários
Cornélio, o centurião, um homem devoto, e aqueles que estavam com ele, são agora recebidos na igreja de Deus. Pedro havia dado a entender tal chamado em seu primeiro discurso. Ele é agora convocado por Deus, de um modo especial e com indicações especiais de Seu propósito, para abrir a porta àqueles gentios tementes a Deus. Até esse momento a igreja consistia principalmente, se não exclusivamente, de judeus. Mas Deus tratou carinhosamente com seu povo antigo, considerando seus preconceitos nacionais. "Cornélio, ... piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus." (Atos 10:1-2). Eles não podiam ter qualquer objeção, de modo pessoal, quanto a receber tal pessoa. Assim, Deus é gracioso, terno e misericordioso. Mas nenhuma dúvida foi deixada na mente de Pedro quanto à vontade divina. Deus graciosamente silenciou seus raciocínios, e venceu sua relutância com a suave repreensão: "Não faças tu comum ao que Deus purificou".
Pedro agora procede, embora lentamente. Era um novo tipo de trabalho para ele.Mas nada parece mais surpreendente a Pedro do que o fato de que os gentios deveriam ser trazidos à benção sem ao menos se tornarem judeus ou se submeterem a qualquer ordenança judaica. Isto, para Pedro, para os gentios, e em si mesmo, foi um imenso passo. Isso ataca a própria raiz do papado, do puseísmo*, da sucessão apostólica, e de qualquer sistema de ordenanças. Nesse fato, uma enxurrada de luz é derramada sobre o caráter da presente dispensação. "E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, o teme e faz o que é justo." (Atos 10:34-35). Claramente, não era mais necessário se tornar judeu ou se submeter aos ritos e cerimônias externas do judaísmo para desfrutar das mais ricas bênçãos do Céu. Sem a imposição das mãos apostólicas - embora o próprio Pedro, em poder e autoridade divina, estivesse presente - e antes de serem batizados com água, eles foram batizados com o Espírito Santo. Enquanto a palavra de Deus saía dos lábios de Pedro, o Espírito Santo desceu sobre todos que o ouviam. Antes disso, no entanto, uma obra abençoada, por meio da graça de Deus, vinha acontecendo no coração de Cornélio: ele era uma alma divinamente vivificada.
As operações de vivificação do Espírito são bem distintas de ser selado com o Espírito. Antes que o Espírito Santo possa selar, deve haver algo para Ele selar. Ele não pode selar nossa velha natureza. Deve haver uma nova natureza para Ele selar. Portanto, deve haver um momento na história de cada cristão quando ele é vivificado, mas não ainda selado. Porém, mais cedo ou mais tarde a obra estará completa (Efésios 1:13). Por exemplo, o filho pródigo foi vivificado, ou convertido, quando ele deixou o país distante, mas ele ainda era estranho ao amor e graça do Pai e, consequentemente, ainda não tinha fé para descansar calmamente em Cristo como a fonte de toda a bênção. Ele era ainda um incrédulo, embora vivificado. Certamente ele não foi selado com o Espírito, quanto ao seu perdão e aceitação, até o momento em que recebeu o beijo de reconciliação, ou o anel, o símbolo do eterno amor. O Evangelho da salvação é mais que uma preocupação pela alma, ainda que seja legítima. A incredulidade, que desonra a Cristo, pode acompanhar, por um certo tempo, uma obra genuína do Espírito de Deus na alma. O filho pródigo tinha uma certa crença de que havia algo de bom no coração de seu Pai, o que o leva a se aproximar, mas certamente ainda carecia da plena fé no evangelho. "Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro." (João 3:33). Onde quer que haja fé em Cristo e em Sua obra, lá está o selo de Deus. O próprio Paulo esteve, pelo menos, três dias no mais profundo exercício de alma, sem a paz e o descanso que o selo do Espírito Santo proporciona. "E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu." (Atos 9:9)
Retornemos, agora, ao ponto principal que temos diante de nós.
{* Puseísmo: Movimento religioso renovador, promovido pelo teólogo inglês Eduardo Pusey, que levou para o catolicismo uma fração da Igreja anglicana. }
Fonte: ahistoriadaigreja
O Primeiro Apelo de Pedro aos Judeus
: Redação BVO - Fátima Miranda
06:41
Estudos Bíblicos, Estudos Teológicos, História da Igreja
Sem comentários
Então lemos: "E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Ásia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus. E todos se maravilhavam e estavam suspensos, dizendo uns para os outros: Que quer isto dizer? E outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto. Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Homens judeus, e todos os que habitais em Jerusalém, seja-vos isto notório, e escutai as minhas palavras. Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia", ou, como devemos considerar, eram nove horas da manhã - a hora da oração no templo. (Atos 2:5-15)
Assim, Pedro toma a dianteira e explica aos judeus que as coisas maravilhosas que eles têm visto e ouvido naquela manhã não eram resultado de emoção, mas sim aquilo que deveria ser procurado segundo as suas próprias profecias das Escrituras. "Isto é o que foi dito pelo profeta Joel" (Atos 2:16). É marcante o motivo pelo qual Pedro se levanta e prega com tal ousadia, que é o terreno da ressurreição e exaltação de Cristo. Isto deve ser cuidadosamente observado, uma vez que mostra o fundamento sobre o qual a igreja descansa, e quando e onde sua história começa. Este foi o primeiro dia de sua existência, a primeira página de sua história, e seus primeiros triunfos do dom (presente) inefável de Deus para o homem.
"Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Saiba, pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo." (Atos 2:32-36)
Citamos agora as palavras de outro autor* sobre os benditos efeitos do primeiro sermão de Pedro, e da presença do Espírito Santo na Terra:
"Não foi meramente uma mudança moral, mas um poder que pôs de lado todos os motivos que individualizavam aqueles que O tinham recebido, unindo-os em uma só alma, e em uma só mente. Eles perseveravam na doutrina dos apóstolos, eles estavam em comunhão uns com os outros, eles partiam o pão, eles passavam o tempo em oração: a consciência da presença de Deus era poderosa entre eles, e muitos sinais e maravilhas eram operados pelas mãos dos apóstolos. Eles estavam unidos pelos laços mais fortes, onde ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todos dividiam suas possessões com aqueles que necessitavam. Eles estavam diariamente no templo, o local público de Israel para os exercícios religiosos, ao mesmo tempo em que tinham seu próprio local, fora daquilo, quando partiam o pão nas casas diariamente. Eles comiam com alegria e júbilo de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo ao seu redor. Assim a assembleia foi formada, e o Senhor acrescentava todos os dias a ela o remanescente de Israel que seria salvo dos juízos que cairiam sobre a nação que havia rejeitado o Filho de Deus, seu próprio Messias. Deus trouxe à assembleia - assim propriedade dEle pela presença do Espírito Santo - aqueles a quem Ele poupou em Israel. Aqui se encontrava a presença e a casa de Deus, apesar da antiga ordem de coisas ainda existir até a execução do juízo sobre Israel {*Nota do tradutor: invasão romana e destruição do templo de Jerusalém no ano 70 d.C.}.
"A igreja foi formada, portanto, pelo poder do Espírito Santo que desceu do Céu, sobre o testemunho de que Jesus, que tinha sido rejeitado, foi elevado ao Céu, tendo sido feito, de Deus, Senhor e Cristo. Ela foi composta do remanescente judeu que seria poupado, com a reserva de acrescentar também os gentios sempre que Deus fosse chamá-los." *
{* Trecho extraído das Sinopses dos Livros da Bíblia, de J. N. Darby, vol. 4, p. 8.}
Esta é, então, a igreja de Deus: a união daqueles a quem Deus chamou para o nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito Santo. O amor governa e caracteriza a recém-formada assembleia. As poderosas vitórias que a graça alcançou naquele memorável dia comprovou totalmente o poder do exaltado Senhor, e a presença do Espírito Santo na Terra. Três mil almas foram convertidas por meio de um único sermão. Aqueles que haviam sido inimigos declarados do Senhor, e que tinham participação na culpa de Seu assassinato, agora agonizavam sob o poder das palavras de Pedro. Alarmados pelo terrível pensamento de terem matado seu próprio Messias, e que Deus, em cuja presença eles estavam agora, O tinha exaltado à Sua própria destra no Céu, eles clamaram: "Que faremos, homens irmãos?"
Pedro agora procura aprofundar as boas obras em suas almas - Ele [o Senhor], procura humilhar os judeus, uma vez orgulhosos e desdenhosos. "Arrependei-vos", diz Pedro, "e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo". Ele não diz simplesmente "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo", embora, é claro, a fé e o arrependimento devem andar juntos onde quer que a obra é genuína. Mas Pedro, neste caso, pressiona ao arrependimento. A culpa deles tinha sido grande demais, e uma obra moral profunda em suas consciências era necessária para o arrependimento deles. Eles devem ver sua culpa diante de Deus, e receber a remissão de seus pecados aos pés daquEle que eles tinham rejeitado e crucificado. No entanto, tudo era graça. Seus corações foram tocados. Trocaram de lado, para o lado de Deus, contra eles mesmos - realmente se arrependeram, foram perdoados, e receberam a dádiva do Espírito Santo. Agora eles são filhos de Deus e têm a vida eterna: o Espírito Santo habita neles.
A realidade da mudança foi manifesta por uma completa mudança de caráter. "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, e perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." (Atos 2:41-42)
Batismo, na confissão de fé; recepção na assembleia; a ceia do Senhor, a comunhão dos santos, a oração; estas eram suas observâncias distintivas. Nesse momento, a oração do Senhor, "que todos sejam um", foi respondida, como lemos no capítulo 4. "E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns." (Atos 4:32). Vamos pular agora, a fim de continuar nossa linha de raciocínio, para o capítulo 10 de Atos.
Fonte: ahistoriadaigreja
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